24 de ago. de 2009

Morte

Tem uma moça na beira do lago
Não é preciso dizer para ela
Porque ela sabe daquele lado
Daquele lado onde fica o final do lago
Um final sombrio e sem esparro

Tempo é o que rege tudo
Não importa aonde você esteja
Como você esteja
O tempo é o mesmo
O mesmo que o lago ou daquele lado
O mesmo da moça na beira do lago
Tudo gira, tudo circula, tudo fascina

A moça entrou no lago
Para finalmente chegar ao outro lado
Uma curta e desconfortável travessia
Apenas seguindo adentro do lago
Ela não sabe aonde pisa
Mas sabe que é uma areia sombria

Ela termina a sua travessia
Chegando do outro lado
Tudo se apaga, tudo para de girar
Talve seja a paz do lago
Que vem a pairar

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